Herdei o verso dos bêbados... Pari o verso dos párias matei o verso da cátedra, e na Catedral, das Cinzas renasci...
24.1.07
Rubem Garcia - O Coringa
Sou mais um que não reclama da vida...
Homem que não tem rancor.
Sorte, dor, amor e gozo...
no salto da porta bandeira.
Sorte, dor, amor e gozo,
no susto de uma tarde inteira
naquela praça.
No cinza de um olhar distante daquela praça.
Famílias entretendo os filhos naquela praça...
Eu penso e passo o desatino...
E sou mais um que não reclama da vida...
homem que não tem rancor.
Que não sai de onde veio,
ainda que um senão o afasta.
Que não sai de onde veio,
um Sol a meia luz, já gasta
naquela praça!
No cinza de um olhar distante daquela praça!
Famílias entretendo os filhos,
naquela praça...
eu tenso e a vida passa ao longe,
naquela praça...
prum samba que me convidou!
1.1.07
PREMISSAS
Rubem Garcia – o coringa
Para por as pedras do porto...
Puro o punhal para pouca pena,
Pintam as parênteses no ponto,
Prevejo primeiro encontro,
Planejo próximação.
Premeditada penetração...
Prognóstico pós preparado,
Punhos propensos,
Premonição...
Primeiro dia do ano,
Primeiros planos,
Precisão predileta.
Primeiro pagão no palácio,
Lacraia de pasto,
Penetra de festa...
29.12.06
Editoria de fim de Ano
Espero estar aqui mais uma vez no ano novo, e prosseguir nessa missão sublime de escrever o que pouco interressa aos homens. Que a virada de ano nos traga mais paz, mais prosperidade, menos pilantragem no geral e menos espaço para demagogias. Estarei aqui, por mais um ano, como sempre aliás, reduzindo a versos minha visão de mundo (por mais torta que seja),
me esforçando para lhes escandalizar, embaraçar constranger, sempre que possível. Nesse atual estágio "devezenquandário" que é o meu acesso a internet não prometo uma periodicidade regular nas postagens, o que já virou marca registrada desse blog nesses quase dois anos de postagens, mas considero isso melhor que as tradicionaias promessas de fim de ano que ninguém quer cumprir. Aqueles que acreditarem testemunharão!!!
Rubem Garcia - O Coringa
19.11.06
Mutretas e Monaretas
Desbravador das Taperas,
Quero Celebrar este marco,
Divisor de novas eras.
Maniaco Televisivo,
egresso dos anos setenta,
é dono de um pensamento ativo,
que encanta e acalenta.
Nasceu com alma de artista,
alma bêbada de poeta,
embora prefira se dizer letrista,
distinção que não me afeta.
Depeja o nosso Van gogh,
seus petardos pela rede...
visitai logo este blog,
ou estais perdido, leitor, crede!!!
25.10.06
31.8.06
Um mero Símbolo
Rubem Garcia - o Coringa
Quando engolir o gole de arsênico,
Lembra do claro, lembra do escuro,
Toma partido, ou sobe no muro...
Porto seguro para o traseiro,
Se por dinheiro, melhor ainda,
Sem olhos para baixo, nem corda para cima,
Buscando a rima na contramão.
Buscando a vida, a analogia,
Buscando a trégua na bomba atômica,
Que nem a formiga biônica,
E supersônica,
Ou gim com gelo e água tônica,
De forma irônica,
Égua plutônica quer meu tesão.
Eu mesmo não quero ver a bela...
Mesmo sendo a fera,
Ou a megera que vende caro,
A flor mais pura, o sonho mais caro.
Sem anteparo caiu do muro...
Foi esmurrado, foi agredido,
Ficou ferido... foi dado morto..
Dado estatístico,
Língua de trapo,
Papo de físico,
Cuspe de tísico,
De metafísico...
Cura a tensão.
Não quero a unção quero a cara dura,
O corpo fechado.
Sendo esquecido no meu passado,
Passando cego entre os espinhos,
Meio calado, meio dormindo,
O organismo meio falindo,
E o Estado rindo e confabulando,
Desconfiando e me conferindo,
Negando o salário.
22.8.06
O pior Xingamento do mundo.
Nada mais duvidoso do que frango que vira mortadela. Nada mais impreciso do que frango que vira mortadela. Nada mais digno de pena do que frango que vira mortadela. Vítima dos acontecimentos?
Nada mais desprezível do que frango que vira mortadela. Nada mais vil do frango que vira mortadela. Nada mais mesquinho, pequeno, do que frango que vira mortadela. Nada mais asqueroso do que frango que vira mortadela. Vitimado por sua vileza, vendido, leproso, corrompido, maculado, apodrecido nas entranhas, mas conservando boa aparência.
Nada mais engraçado do que frango que vira mortadela. Nada mais escrachado do que frango que vira mortadela. Nada mais bobo que frango que vira mortadela. Nada mais risível do que frango que vira mortadela. Nada mais estúpido do que frango que vira mortadela. Essa vileza torpe de rir da miséria alheia. Alheio ao próprio traseiro. Vendendo o de trás por dinheiro, e apedrejando prostituta.
Nada contra a indústria alimentícia, ou Contra o poder de polícia exercido em favor do estado.
Não é um protesto ecológico, muito menos um meio lícito para resolver um problema.
Não é um capricho lúdico, são escárnio e desígnio bíblico. È defesa contra o político abala o golpista cínico. Ofende até em nível anímico, até por preceito químico, ou antes, alquímico. Igual ao “mija agachado” inserido no patronímico.
Está cunhada nova expressão idiomática, ungida e sacramentada. Muito bem fundamentada, e juramentada no rol da gramática. Só nos resta pô-la em prática, sem atinar muito para lógica. Em qualquer conversa fática, em qualquer discurso mórbido. Em meio a um tumulto súbito, pela frente ou por trás do próximo.
Favor manter fora do alcance de crianças.