Maia
Menina que beijo é esse
a noite o trouxe
E pegou de jeito?
Deixou meu presente doce...
E meu passado mais que perfeito.
Diz agora como faço
Tanto percalço,
Tanto demérito...
Os sentidos não soam falsos
Meu futuro não é pretérito!
Herdei o verso dos bêbados... Pari o verso dos párias matei o verso da cátedra, e na Catedral, das Cinzas renasci...
Rigor Mortis
Maia
Enfrento dores imensas
E as feras mais densas
Que mente pode criar...
Passeio por vales tão fundos
Que a sombra enegrece o mundo
e o ar sufoca... pesado...
freqüento noites tão quentes,
com ruas tão cheias de gente,
mas o clima da medo, não euforia...
caminho por becos, barracos,
juntando a viola em cacos,
resquícios de derrocada...
decerto que irei, sem alarde,
colher, mais cedo ou mais tarde,
os pingos dessa alvorada.
De hidrogênio...