Sonare
Maia
Em tua boca
a minha...
a boca...
a intensa privação de sentidos.
As linhas
mal traçadas dos teus gemidos...
o meu destino.
O tempo, clandestino,
escorrendo em gotas largas
pelo teu pescoço.
Inquietas mãos postas
pelas costas largas,
pelo teu dorso
rasgam véus.
Os teus pelos,
eriçados pelos meus apelos,
denunciam suaves intenções...
desejos secretos...
De amarrar ao pé da cama,
e ser objeto,
animal de estimação, escravo...
Cativeiro, privação...
apenas mais um parvo
no enredo lúbrico da tua ilusão...
Sacrificado ao teu deleite,
ao teu desfrute,
ao seu requinte.
O servo fiel do teu reinado...
Chama-te somente amor para ser de novo batizado!