Herdei o verso dos bêbados... Pari o verso dos párias matei o verso da cátedra, e na Catedral, das Cinzas renasci...
8.4.21
Sereia
20.3.21
20.2.21
Inside, nothing.
Inside, nothing
Urso da Montanha
Tem que ter velocidade.
Tem que ter disposição...
ostentar um corpo fit,
se livrar do body fat,
um temperamento light,
ornado de um novo look.
Inside, nothing...
as anyone all around.
Tem que ter mais vaidade.
Tem que ter opinião
dentro do seu mindset,
firmando o standpoint,
contrapondo seu judgment
realçando seu maleffect.
Inside, nothing...
no warm, no sentiment.
Tem que saber a verdade.
Tem que escutar a razão...
renunciar qualquer intent
e disfarçar com attitude
o que custa to make your move.
Inside, nothing...
just fulfill the role.
26.1.21
sapiens
Sapiens Sapiens
Urso da Montanha
Trabalha duro,
certo,
sem fazer alarde.
Uma chance maior do futuro
transformar tua mentira em verdade.
Eu sei que urge,
arde,
e o tempo não passa…
estanca em cada rosto que surge
desenhando sonhos na cortina de fumaça
quando casares, Sara…
não terás mais a Joana,
não mais a cigana,
aquela que engana, que cura
que nutre.
reproduz-te e morre,
o tempo pela mão escorre,
a fome no olhar do abutre
Quando crescerdes observe o surto.
Prendem tua natureza,
insistem em nublar teus olhos
para não haver mais beleza
à beira do caminho.
E assim o homem se sentir sozinho
e que não tem amparo.
Para não confiar,
não olhar para o lado.
Um objetivo escraviza a tua força bruta,
a tua raiva, o teu falo ereto…
apontando para o céu,
ou mijando no sapato…
tudo certo, desde que saia um jato
de sangue.
30.9.18
Túrgido
Túrgido
Maia
A Melhor hora para nascer
No castelo do que sou.
O universo do que é
Incognoscível...
Avalanche, redemoinho,
remédio amargo e bom,
Ebó
De abrir caminho
Na encruzilhada do destino.
Perfeitas horas da verdade maldita
Das certezas de ocasião
No enredo da livre escolha
Proxima carta do baralho
Imprevisível
Sempre a espera e espreita
Tombando com a proxima vitima
Ou a proxima utopia
Cinzas das horas
Para morrer...
Manto dos céus,
Acolhimento.
Ouve, fogueira,
Leva meu canto
Numa nuvem de fumaça...
Querendo abraçar a dor
Tudo passa.
25.9.18
Idiotas vão entrar pra história da Vitória
Sou filho da terra,
Nenhuma pátria me pariu.
Minha mãe sentiu as dores...
nação que reclama amores,
me dou de graça
Em qualquer banco de praça
Esquina de muitas ruas
Verdade crua pode ser dura,
Mas traz a cura...
é amarga.
A sua praga
Tirei na umbanda.
No meu feitiço a coisa anda,
Verdade muda,
Tanto se fala...
Cristo pregado à bala,
Alemão desfilando em favela...
Um mundo ao alcance do toque.
Meu baião no seu roque
Desliga o truque...
No muque...
Desmonta esse medo
No espelho,
Que é velho.
7.8.18
Jaguar
Jaguar
Maia
Melhor prosseguir impessoal
no trato, no retrato, no papel...
E se a vida não for o mar de rosas,
há de ser um mar e isso basta.
Por bem não propagar ideias gastas,
rotas de tão ultrapassadas, significam nada...
Conversa de demagogo,
crente que logrou mais um engodo.
Machão que se criou, passou o rodo,
dominou tudo... Tarde ou cedo
experimentará o medo, a morte,
a mais profunda solidão...
Sabor do fruto do seu não
ao universo, à vida, ao sonho.
palmos de terra medindo,
água de chuva, grama pela raiz.
Nunca foi feliz...
constrito, incompleto, contrito.
Aproveitando melhor o pecado
que encomendaram na missa.
Um dia a caravana passa,
atravessa o deserto da alma...
suaviza a sequidão,
e faz brilhar uma luz.
Rir-se do cambaluz,
uma vida no chão, de bruços,
envergonhado, torto e cego.
Era apenas um momento.
Liberta o pensamento,
liberta o futuro, liberta o passado.
Não faça a terra estéril, miserável,
liga-se à ela pelo umbigo.
Liberta a amiga, o amigo,
a companheira... Liberta o filho.
Liberta o seu desejo mais estranho,
sem julgamento.