31.5.17

Ciclos de matéria

Maia

A humanidade está doente,
luto para me curar.


Não por desacreditar
na força de toda gente…

Não para julgar
e subjugar meu oponente…


Minha luta é diferente.
O intento de libertar
das amarras da minha mente
O dom de profetizar.


Poder que se encontra latente
no eco ancestral dos meus genes.
A espera da protogenese
do devir, do despertar.


Navegar o inconsciente
na minha canoa de sonhos.
Lugar em que, humilde, me ponho
e, sábio, me proponho
O instante de contemplar...


Que a vida não é só de luta,
é cega e, com sua batuta,
esbarra no espírito que nega,
no atalho falso da fuga,
no gozo que menospreza
A hora certa de ficar.


Acima da dor, do desconforto
A canoa âncora num porto
Navegar não é preciso
Viver não é precisar.


Todo resto é matemática.
Ilusão é resposta prática.


Sedução nos solapa a métrica,
E nos resta praticar.

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