7.1.10

Tarde Verde

Maia

Quero poder olhar o mar verde

E ver verde a natureza

Agradecer ao “Nada” essa certeza

Como de verde fosse o céu travestido

Verde como a cor do seu vestido,

Como as faíscas que de nossas peles,

Crepitavam magnéticas...

5.1.10

Sem Recados
Maia
Hoje não estou para grandes conversas,
Nem ai para Rodas em festas,
Não estou para mais ninguém...
Tranquei a porta e lacrei a fresta
Coloquei cadeado, tramelas,
Servi um uísque e escureci as janelas...
A mesa hoje não esta posta,
Ninguém na sala, milhas afora,
Não há mais viola,
ou hesitação...
Sem Recados
Maia
Hoje não estou para grandes conversas,
Nem ai para Rodas em festas,
Não estou para mais ninguém...
Tranquei a porta e lacrei a fresta
Coloquei o cadeado tramelas,
Servi um uísque e escureci as janelas...
A mesa hoje não esta posta,
Ninguém na sala, milhas afora,
Não há mais viola,
ou hesitação...

3.1.10

Rigor Mortis

Maia

Enfrento dores imensas

E as feras mais densas

Que mente pode criar...

Passeio por vales tão fundos

Que a sombra enegrece o mundo

e o ar sufoca... pesado...

freqüento noites tão quentes,

com ruas tão cheias de gente,

mas o clima da medo, não euforia...

caminho por becos, barracos,

juntando a viola em cacos,

resquícios de derrocada...

decerto que irei, sem alarde,

colher, mais cedo ou mais tarde,

os pingos dessa alvorada.

28.12.09


DRAGÃO

MAIA

Hoje sou um Dragão...
Descobrindo o próprio fogo...
Sou a Fênix
Sou o ônix
O Alfa
O Omega
O brilho da aura cega.
Hoje sou tão forte quanto a própria bomba
Alinhar ao centroDe hidrogênio...
E a explosão que provoco
Queima o oxigênio
Mas nunca asfixia.
Sou um Dragão da Andaluzia,
Que cospe rajadas de vento,
Detona granada de luz,
Afasta os maus pensamentos
Alivia o peso da cruz.

25.12.09

33

MaIa

Não houve bolo,

Não houve festa,

Só escuridão,

E a fumaça pela estrada

Nublando tudo.

18.12.09

Cada vez mais vagabundo
- MaIa -

Sambando na lama,
Com meu passo bêbado,
Conheço a glória,
Prevejo a vitória,
Alimento um alento,
Mas sigo caindo ao sabor do vento...
Sambando na lama,
Cambaleio sínico,
Serpenteio furioso
De curioso o olhar que me perscruta,
Surdo esse olhar que não escuta
Meu lamento...
Mas lanço cabriolas ao sabor do vento
Sambando na lama,
Esse humor ferino,
Canceroso,
Gargalhando do próprio desgosto,
Necrosando a ferida, o nervo exposto
Sem sustento...
Há tantas piadas morrendo no vento...
Sambando na lama
Cada vez mais vagabundo,
Meu mundo espera a beira daquela cama,
Aos pés da única Dama,
Cachorro sarnento...
Vai juntar as migalhas e plantar no vento...
Esperar a colheita...
Ainda há tempo!