Tarde Verde
Maia
Quero poder olhar o mar verde
E ver verde a natureza
Agradecer ao “Nada” essa certeza
Como de verde fosse o céu travestido
Verde como a cor do seu vestido,
Como as faíscas que de nossas peles,
Crepitavam magnéticas...
Herdei o verso dos bêbados... Pari o verso dos párias matei o verso da cátedra, e na Catedral, das Cinzas renasci...
Rigor Mortis
Maia
Enfrento dores imensas
E as feras mais densas
Que mente pode criar...
Passeio por vales tão fundos
Que a sombra enegrece o mundo
e o ar sufoca... pesado...
freqüento noites tão quentes,
com ruas tão cheias de gente,
mas o clima da medo, não euforia...
caminho por becos, barracos,
juntando a viola em cacos,
resquícios de derrocada...
decerto que irei, sem alarde,
colher, mais cedo ou mais tarde,
os pingos dessa alvorada.
De hidrogênio...